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(Leia primeiro antes de julgar ser uma coisa chata e que você não tem nada a ver com isso. Se depois continuar achando, ou não, deixe uns comentários no final, combinado?)
A National Geografhic do mês de novembro trás uma reportagem interessante sobre o fim das florestas de Bornéu. Esta Ilha situada no sudeste asiático e pertencente as nações da Malásia, Indonésia e Brunei, possui uma das mais ricas biodiversidades do planeta, sendo grande parte desta endêmica, ou seja, só existente na ilha (só de anfíbios são 114 espécies endêmicas das 149 totais). Nos últimos 30 anos, uma só arvore vem tomando lugar da fascinante cobertura vegetal do lugar (1,5 hectare de floresta pode abrigar até 240 espécies de árvores): a palmeira de dendê. Hoje resta cerca da metade da floresta original que, com os desmatamentos e queimadas, só vem diminuindo a cada dia.
O óleo de dendê possui uma infinidade de utilidades, variando de sabão a biocombustíveis. O ambiente das Ilhas da região é perfeito para a plantação de dendezais e coloca a Indonésia e a Malásia com 86% da produção mundial. Esta cultura vem fomentando a economia regional (e de certa forma mundial), mas os problemas já são de escalas globais. Os incêndios, que muitas vezes fogem do controle, e os desmatamentos para extração de madeiras e aberturas de áreas, deixam exposto o solo da floresta rico em matéria orgânica (solo turfoso), que desta forma libera grandes quantidades de carbono na atmosfera. Todos estes fatores contribuem para deixar a Indonésia com o incomodo lugar de terceiro maior emissor de gases estufa do planeta, atrás somente da China e dos Estados Unidos (o Brasil é o quarto).
Nos últimos anos, mediante ao pagamento de subornos pelas madeireiras e da indústria dendezeira, muitos governadores de províncias e policiais estão concedendo licenças para a exploração de florestas protegidas. Alem disso, as leis ambientais são confusas e fáceis de se burlar. Toda população acredita que somente com um governo não corrupto e um planejamento para dar opções de trabalhos para quem vive nas terras poderemos ter resultados visíveis. A maioria da população da ilha é pobre. Muitos não têm outra escolha a não ser trabalhar nas madeireiras ou nas plantações (ainda que ganhando uma miséria). Mas ninguém apoiará a retirada destas exploradoras se não tiverem outro lugar para tirar o seu sustento.
Qualquer semelhança com as florestas do Brasil, principalmente a Amazônica e o cerrado, não são meras coincidências. A lógica da destruição dos recursos naturais pelas grandes industrias e fazendeiros que, utilizando-se de influências políticas e subornos para infringir as leis ambientais (ou até modificá-las para servirem melhor a seus interesses) e da barata mão-de-obra da maioria das pessoas que vivem nas regiões de ecossistemas com pouca exploração, é uma realidade global. Por sorte, as soluções também são as mesmas para todos; a começar com um governo que não possuía o que os indonésios chamam de KKN, Korupsi, Kolusi e Nepotisme – corrupção, conluio (companheirismo na forma pejorativa) e nepotismo.
(Leia primeiro antes de julgar ser uma coisa chata e que você não tem nada a ver com isso. Se depois continuar achando, ou não, deixe uns comentários no final, combinado?)
A National Geografhic do mês de novembro trás uma reportagem interessante sobre o fim das florestas de Bornéu. Esta Ilha situada no sudeste asiático e pertencente as nações da Malásia, Indonésia e Brunei, possui uma das mais ricas biodiversidades do planeta, sendo grande parte desta endêmica, ou seja, só existente na ilha (só de anfíbios são 114 espécies endêmicas das 149 totais). Nos últimos 30 anos, uma só arvore vem tomando lugar da fascinante cobertura vegetal do lugar (1,5 hectare de floresta pode abrigar até 240 espécies de árvores): a palmeira de dendê. Hoje resta cerca da metade da floresta original que, com os desmatamentos e queimadas, só vem diminuindo a cada dia.
O óleo de dendê possui uma infinidade de utilidades, variando de sabão a biocombustíveis. O ambiente das Ilhas da região é perfeito para a plantação de dendezais e coloca a Indonésia e a Malásia com 86% da produção mundial. Esta cultura vem fomentando a economia regional (e de certa forma mundial), mas os problemas já são de escalas globais. Os incêndios, que muitas vezes fogem do controle, e os desmatamentos para extração de madeiras e aberturas de áreas, deixam exposto o solo da floresta rico em matéria orgânica (solo turfoso), que desta forma libera grandes quantidades de carbono na atmosfera. Todos estes fatores contribuem para deixar a Indonésia com o incomodo lugar de terceiro maior emissor de gases estufa do planeta, atrás somente da China e dos Estados Unidos (o Brasil é o quarto).
Nos últimos anos, mediante ao pagamento de subornos pelas madeireiras e da indústria dendezeira, muitos governadores de províncias e policiais estão concedendo licenças para a exploração de florestas protegidas. Alem disso, as leis ambientais são confusas e fáceis de se burlar. Toda população acredita que somente com um governo não corrupto e um planejamento para dar opções de trabalhos para quem vive nas terras poderemos ter resultados visíveis. A maioria da população da ilha é pobre. Muitos não têm outra escolha a não ser trabalhar nas madeireiras ou nas plantações (ainda que ganhando uma miséria). Mas ninguém apoiará a retirada destas exploradoras se não tiverem outro lugar para tirar o seu sustento.
Qualquer semelhança com as florestas do Brasil, principalmente a Amazônica e o cerrado, não são meras coincidências. A lógica da destruição dos recursos naturais pelas grandes industrias e fazendeiros que, utilizando-se de influências políticas e subornos para infringir as leis ambientais (ou até modificá-las para servirem melhor a seus interesses) e da barata mão-de-obra da maioria das pessoas que vivem nas regiões de ecossistemas com pouca exploração, é uma realidade global. Por sorte, as soluções também são as mesmas para todos; a começar com um governo que não possuía o que os indonésios chamam de KKN, Korupsi, Kolusi e Nepotisme – corrupção, conluio (companheirismo na forma pejorativa) e nepotismo.
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