terça-feira, 25 de novembro de 2008

FELICIDADE

.
(fontes de pesquisa: Revistas Viver Mente e Cerebro n° 174 e a Galileu deste mês de novembro, n° 208)

O que nos faz felizes? Sucesso, dinheiro, realização profissional, beleza? Então porque temos tantos artistas famosos que possuem tudo isto e, mesmo assim, estão envolvidos em casos de drogas ou com sintomas de depressão.

Olhando a história, nunca a vida do ser humano foi tão cómoda. Reis e rainhas da idade média não tinham nem metade do conforto, entretenimento, alimentação e expectativa de vida disposto hoje a classe média (e até baixa) de muitos países, como o Brasil. Somos muito mais felizes que eles então? Parece que não é bem assim.

Vejamos o que a “Psicologia positiva”, campo destinado a desvendar o que promove os estados emocionais positivos, vem concluindo em suas pesquisas.

(Nesta primeira parte concentraremos somente nas pesquisas partindo parte evolutiva)


1º TODOS NÓS TENDEMOS A ADAPTAR AO MEIO EM QUE VIVEMOS, BIOLOGICAMENTE E PSICOLOGICAMENTE FALANDO.

2º DEVIDO A PERIGOS ENFRENTADOS NO PASSADO, TENDEMOS A FICAR MAIS ALERTAS A SITUAÇÕES NEGATIVAS, QUE PODEM NOS PREJUDICAR, DO QUE AS EXPERIÊNCIAS POSITIVAS QUE NOS ACONTECEM.

3º COMO QUEM TINHA MAIS RECURSOS NO PASSADO TINHA MENOS CHANCE DE PERECER AS DIFICULDADES. HOJE, AINDA MANTEMOS ESTE ASPECTO DE SEMPRE QUERER MAIS, DE NÃO FICAR SATISFEITOS COM O QUE TEMOS.


E o que isso tem a ver com felicidade? Vamos lá

As pesquisas recentes mostram que a felicidade tem uma base de 40% genética. Não que ela seja passada de pai para filho e sim pelo fato de cada combinação genética formar um ser único. É como se existisse um nível individual de felicidade em cada um, independente dos acontecimentos ou vida que a pessoa leva. Os fatores externos que nos acontecem, principalmente os inesperados (arrumar um serviço melhor ou perder alguém importante), servem para elevar ou abaixar este nível, mas somente temporariamente. Quando acostumamos com o acontecimento, o nosso nível tende a voltar ao que era antes.

As nossas atitudes frente aos acontecimentos representam 40%. Pessoas extrovertidas, estáveis e conscientes (e responsáveis) de suas ações, apresentam a ter um bem-estar mais elevado. Mas, o que mais faz a diferença mesmo, parece ser o olhar positivo (ou não) que temos da vida. Se encaramos os acontecimentos com um olhar de aprendizado ou de vítima do destino.

Outra tendência que temos e a de nos avaliarmos tomando como modelo alguém. Se for alguém em uma situação pior do que a nossa (comparação descendente), mesmo se já estivermos quase no fundo do buraco, o natural é nos sentir mais compreensivo e satisfeitos. Mas sé for alguém em situação melhor (comparação ascendente), mesmo se já formos bilionários, o comum é ficarmos frustrados com nossas conquistas. O problema é que na sociedade capitalista de hoje, os meios de comunicação e a publicidade exulta um padrão de vida que somente poucos podem alcançar (nas novelas podemos ver isto claramente). Com isso, muito ficam seduzidos a consumir e consumir para chegar a este padrão. Uma vez o alcançando, percebe que pouca coisa mudou e que a moda e a novidade já não é mais aquela alcançada, tornando a entrar no ciclo do consumir e consumir (celular e carros, por exemplo).

Vamos parar aqui por enquanto. Deixo as conclusões com o leitor.

Na próxima parte, aprofundaremos mais neste assunto. Até.

Á. Só para completar mesmo, os 10% restantes, seriam fruto das circunstâncias: se somos baixos ou altos, magros ou gordos, bonitos ou feios, por exemplo (ao menos é o que a revista diz).

Nenhum comentário:

Postar um comentário