quarta-feira, 12 de novembro de 2008
QUANDO NIETZSCHE CHOROU (1)
Para quem gosta de psicologia e filosofia este é o romance ideal. Escrito pelo psiquiatra renomado Irvin D. Yalome e publicado no Brasil pela Ediouro, o livro conta a o encontro fictício entre Josef Breur, um dos pais da psicanálise, e o filósofo Friedrich Nietzsche.
Veja algumas passagens do livro (uma espécie de trailer). E para quem se interessar, tem uma tiragem na biblioteca do Centro Cultural Basileu Toledo.
(Breuer para Freud)
-...Quando você começa a falar de outra mente separada, um elfo sensível dentro de nós inventando sonhos sofisticados e escondendo-os de nossa mente consciente...isso me parece ridículo.
...A alegria de ser observado era tão arraigada que, na crença de Breuer, a verdadeira dor da velhice, do luto, de sobreviver aos amigos estava na ausência de escrutínio: o horror de viver uma vida inobservada.
(Nietzsche para Breuer)
- Não é a verdade que é sagrada, mas a procura de nossa própria verdade...”Torna-te quem tu és”.
(Nietzsche para Breuer)
-Morrer é duro. Sempre senti que a recompensa final dos mortos é não morrer nunca mais!
(Nietzsche para Breuer)
-...Hoje, dir-lhe-ei minha segunda sentença de granito: “Tudo que não me mata, me fortalece”. Assim, repito: minha doença é uma bênção.
(Nietzsche para Breuer)
-...Na verdade, grande parte de nossa vida pode ser vivida por nossos instintos. Talvez as representações mentais conscientes sejam reflexões posteriores: idéias pensadas após a ação para nos proporcionar a ilusão de poder e controle.
(Nietzsche para Breuer)
-...Investigação e ciência começam pela descrença. No entanto, a descrença é inerentemente estressante! Só o forte consegue tolerá-la.
(Breuer para Freud)
-...Entretanto, quanto mais escutei seus pensamentos e refleti sobre eles, mais me convenci de que ele se imagina um médico: não um médico pessoal, mas de toda nossa cultura.
Com estas passagens já se da para ter uma idéia de como é um livro interessante e revelador. E olha que são passagens só da primeira metade. Semana que vem colocarei algumas da algumas da metade final. Até.
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No filme há uma passagem bem interessante, quando Nietzsche diz ao médico mais ou menos assim: "Viver com cautela pode ser perigoso".
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